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Cirurgia metabólica (cirurgia para o diabetes)

A cirurgia metabólica é um termo utilizado para tratar por cirurgia os pacientes diabéticos tipo II (DMT2) com índice de massa corpórea (IMC) abaixo de 35. Este tipo de cirurgia visa principalmente a melhora das alterações metabólicas, como diabetes, hipertensão arterial e dislipidemia (aumento de colesterol e triglicerídeos).

Alguns anos atrás observou-se que ao se fazer uma cirurgia bariátrica (pacientes com IMC >35) em pacientes diabéticos tipo II, estes apresentavam uma melhora do diabetes logo após a cirurgia, geralmente 3 a 5 dias após. Portanto, o paciente nem havia perdido peso ainda, e já se observava uma melhora da glicemia (glicose no sangue).   Os primeiros estudos foram feitos, e mostraram que na verdade existem alterações hormonais que acarretam a melhora do diabetes. Não somente a restrição calórica e perda de peso, mas o rearranjo intestinal em algumas técnicas cirúrgicas, como bypass gástrico (cirurgia em que é diminuído o tamanho do estômago e feito um desvio instestinal), estão envolvidos na rápida melhora do diabetes. Duas hipóteses surgiram para explicar estes resultados: a do “intestino distal” e a do “intestino proximal”. A primeira, sugere que a chegada de nutrientes menos digeridos mais rapidamente ao intestino distal estimularia a produção de hormônios que levam ao controle glicêmico. Os mediadores mais aceitos neste caso são os hormônios incretínicos, com ação de estimular a secreção insulínica e reduzir a ingestão alimentar.  Na segunda hipótese, a própria exclusão duodenal e do jejuno proximal do trânsito alimentar previne a secreção de um suposto sinal que promoveria resistência insulínica e diabetes. A grelina (hormônio da fome) é produzido no estômago e duodeno e estimula a secreção de outros hormônios contra-reguladores da insulina, o que é alterado pelo bypass gástrico. A diminuição da produção deste hormônio parecer contribui para diminuição do apetite e melhora do diabetes.

A principal técnica utilizada para cirurgia bariátrica no Brasil é o bypass gástrico, e esta parece ser a técnica ideal para os pacientes com alterações metabólicas e com IMC < 35. Vários estudos tem mostrado uma melhora importante do diabetes com a cirurgia, em pacientes com IMC 30-35 e > 35 quando comparados com o tratamento clínico. Um dos estudos mais importantes chama-se STAMPEDE, realizado nos Estados Unidos, mostrou ao longo de três anos, os pacientes cirúrgicos exibiram maior redução da hemoglobina glicada  em comparação com pacientes clínicos. Em 2015 foi realizado em Londres um encontro de cirurgiões e endocrinologistas em que ficou claro que a cirurgia apresenta melhores resultados que o tratamento clínico em pacientes selecionados.

Baseado na literatura médica e nestes dados acima, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) propôs um escore para definir os pacientes com IMC 35 e DMT2 que são candidatos a cirurgia metabólica.

                                      Escore Metabólico
Obrigatórios                                             
30-65 anos

IMC > 30

Peptídeo C > 1 e anti GAD –

Hb glicada  > 2 pontos em relação a referencia

Indicação equipe multiprofissional

Complementares                                                                      
IMC 30- 30,9 0 pontos
31- 31,9 1 ponto
32- 32,9 2 pontos
33- 33,9 3 pontos
34- 34,9 4 pontos
Albuminúria > 30mg/g de creatinina 1 ponto
Hipertensão arterial 1 ponto
Dislipidemia 1 ponto
Doença Macrovascular 1 ponto
Esteatose (não-alcoolica) 1 ponto
Apnéia do sono 1 ponto
Tempo de Diabetes 5-10 anos 1 ponto
>10 anos -1 ponto
>15 anos -2 pontos
Insulina > 5 anos -1 ponto
Cirurgia Ter todos os critérios obrigatórios e somar 7 pontos nos complementares

 

O escore metabólico ainda não está aprovado no Brasil, mas esperamos em breve que seja regulamentado, já que as evidências de melhora do diabetes tipo II em pacientes com IMC maior que 30 submetidos a bypass gástrico é clara.

Cirurgia Bariatrica

Cirurgia bariátrica exige mudança de vida para sempre

Uma das maiores dificuldades que os pacientes de cirurgia bariátrica enfrentam após o procedimento é a mudança de hábitos de vida, que incluem uma nova forma de se alimentar diariamente e também a inclusão diária de exercícios físicos.

É por isso que os acompanhamentos junto a nutricionistas, psicólogos e, em alguns casos, até mesmo educadores físicos é tão importante. No entanto, é o compromisso com os novos hábitos que vão ditar a regra quando o assunto é manter o novo peso conquistado com a ajuda da cirurgia. Aliás, na realidade, sem mudança de hábitos, a perda de peso é muito pequena mesmo com a realização da cirurgia, tamanha a importância dos alimentos e exercícios no cotidiano dos pacientes.

 

ORGANIZAÇÃO E DISCIPLINA

Quando realmente decidimos perder peso de forma adequada, tanto em casos em que a cirurgia se faz necessária quanto em casos em que ela não precisa ser realizada, é necessário mudar comportamentos e isso implica em comprometimento com o desejo de mudança e consigo mesmo.

Esse processo depende de organização e disciplina, pois uma das orientações prescritas pelos nutricionistas é alimentar-se a cada três horas, uma medida simples e coerente, mas que pouquíssimos cumprem. Muitos são os fatores que influenciam o real desejo de perder peso ou mantê-lo, alguns até inconscientes.

Quando assumimos a responsabilidade de perder peso, devemos ter total consciência de que uma orientação adequada resolve apenas parte do problema. A outra é buscar meios de seguir essas diretrizes e isso demanda organização e disciplina.

 

CADA CASO É UM CASO

 

Somos todos diferentes, com metabolismos particulares, histórico de doenças, genética e hábitos de vida. Por isso, é preciso desconsiderar as ideias genéricas que circula pela internet. O seu Índice de Massa Corporal (IMC) é determinante para saber que tipo de acompanhamento você precisa para atingir o peso ideal para uma vida plenamente saudável.

Dessa forma, poder passar por um processo de autoconhecimento vai auxiliar no desenvolvimento de uma melhor percepção dos sentimentos, promovendo a aquisição de ferramentas internas e externas que irão possibilitar lidar com as emoções e a comida de forma assertiva, uma vez que as mudanças podem ser bastante radicais no início, ainda que sejam aplicadas gradualmente.

A psicologia é um aliado nesse trabalho, pois eleva a autoestima, ampliando, assim, as condições de se realizar mudanças na vida, incluindo a organização e a disciplina que toda reeducação alimentar necessita.

Lembre-se: emagrecer não é um fator estético, mas sim saudável. Conheça a sua saúde e você mesmo para estabelecer as verdadeiras necessidades da sua saúde.

Cirurgia Bariatrica

Cirurgia Bariátrica: Entenda a diferença entre massas magra e gorda

Para os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, entender a diferença entre massa gorda e massa magra e descobrir como elas influenciam na perda de peso é essencial para determinar novos hábitos de exercícios, um processo fundamental do período pós-operatório.

A massa gorda é toda a massa que se queima com exercícios, mas que também é importante para o corpo. Na quantidade certa, ela ajuda a proteger os órgãos. Já em excesso, ela é responsável por causar diabetes, hipertensão arterial, colesterol alto e problemas cardíacos.

A massa magra, por sua vez, é composta por músculos, órgãos vitais, ossos e líquidos corporais. Quanto maior a porcentagem de massa magra no corpo, maior e mais rápida é a perda calórica. Ou seja, a massa magra é essencial para a perda de peso, daí ela ser tão cobiçada nas academias.

Para ganhar massa magra, é preciso uma alimentação rica em proteínas. Alguns alimentos recomendados para ganhar massa magra são:

Clara de ovo: é uma das melhores fontes de proteína. Ela tem componentes que colaboram para a reparação dos tecidos musculares, entre outros benefícios.

Carnes magras em geral (carne vermelha, frango e peixes): são excelente fonte de proteínas, vitaminas e minerais. Estes alimentos possuem aminoácidos essenciais para a construção muscular.

Leguminosas (feijão, a lentilha, a ervilha, a fava, o grão de bico e a soja): também são consideradas boas fontes de proteínas, além de serem ricas em fibras, vitaminas e minerais.

Arroz com feijão: além de fazer parte dos hábitos alimentares dos brasileiros, também fornecem uma proteína de ótima qualidade, fornecendo todos os aminoácidos essenciais.

Para adequar corretamente a ingestão proteica às necessidades nutricionais e contribuir para o ganho de massa magra, procure um nutricionista, pois o excesso de proteína também pode ser prejudicial à saúde.

Cirurgia Bariátrica

Cirurgia bariátrica promove melhor saúde sexual, revela estudo

A cirurgia bariátrica pode melhorar a saúde sexual dos pacientes submetidos ao procedimento, revela um estudo apresentado na Obesity Week, encontro anual realizado pela American Society for Metabolic and Bariatric Surgery (Sociedade Americana para Cirurgias Metabólicas e Bariátricas, na tradução literal) e pela The Obesity Society (Sociedade da Obesidade, também em tradução literal).

Os estudos revelaram que os efeitos benéficos da cirurgia bariátrica para a vida sexual dos pacientes podem ser de longo prazo tanto para homens quanto para mulheres.

Para realizar a pesquisa, duas mil pessoas foram abordadas sobre suas vidas sexuais depois de cinco anos de cirurgia bariátrica.

Um ano depois do procedimento, os pacientes demonstram mais apetite e desejo sexual e mais satisfação com suas performances, além de menos limitações relacionadas à saúde durante o sexo, revelou o estudo.

O estudo revelou, ainda, que depois de cinco anos pós-cirurgia, 52% das mulheres e 58% dos homens mantém relações sexuais muito mais satisfatórias do que 31% e 28% daqueles que ainda não realizaram o procedimento, respectivamente.

Beautiful woman measuring her waist - high key shot in studio

Para emagrecer, bastam escolhas certas

Quem está comprometido com uma dieta saudável todos os dias para emagrecer enfrenta um grande dilema quando chega o final de semana: o que eu posso comer de diferente? Mas essa é uma dificuldade que deve ser encarada com a mesma disciplina exigida pelos dias de semana.

Farida Cortez, nutricionista responsável pelo acompanhamento de pacientes bariátricos, diz que a resposta para a pergunta acima é simples: comer do mesmo jeito que se come durante a semana.

“As fases do emagrecimento envolvem privação (onde ocorre maior redução de peso), liberação (introdução de novos alimentos depois de concluída a primeira fase), manutenção da dieta (meta atingida e liberação gradativa e ainda maior de alimentos) e manutenção do peso (a alimentação controlada e a reorganização do organismo frente ao novo modelo de alimentação leva anos para se consolidar)”, explica.

De acordo com Farida, o problema está no fato de que as pessoas não completam a primeira fase da dieta porque ficam acomodadas antes mesmo de atingir o objetivo. “É comum os pacientes desistirem e recomeçarem várias vezes porque não se permitem passar pelo processo inteiro”, alerta a nutricionista.

Por isso, pense bem antes de abusar no fim de semana!