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A quantidade certa de carboidratos

A ingestão de carboidratos é assunto sério, especialmente quando falamos da nutrição pós cirurgia bariátrica.

A nutricionista Farida Cortez, responsável pelo acompanhamento nutricional de pacientes bariátricos, enfatiza que os pacientes precisam estar completamente esclarecidos por um especialista. “É preciso estar especialmente atento às escolhas, porções, organização dos grupos alimentares nas refeições e montagem do prato”, diz Farida.

A pirâmide alimentar bariátrica indica como prioridade de consumo o grupo das proteínas, na sequência, vegetais, frutas, gorduras boas e, por último, os carboidratos, preferencialmente carboidratos complexos, ricos em fibras. “A inversão de valores, ou seja, consumo superior de carboidratos do que o recomendado e/ou em relação às proteínas, pode num primeiro momento cessar a perda de peso e posteriormente provocar reganho de peso”, alerta a nutricionista.

Além disso, pode haver fome , baixa saciedade, padrão “beliscador”, aumento da necessidade de doces e carboidratos, desnutrição proteica, perda intensa de massa muscular, queda da taxa de metabolismo basal, deficiências de minerais e vitaminas, anemia, queda de cabelo e uma série de sintomas recorrentes do erro alimentar.

“O consumo de carboidratos no pós operatório é rigoroso e demanda atenção e orientação”, conclui a profissional.

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EUA pede por regulamentação medicinal de suplementos dietéticos

Suplementos dietéticos que contribuem para a perda de peso são muito utilizados em todo o mundo. No entanto, ainda que muitos médicos reconheçam a eficácia de alguns deles como complemento dietético, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA não os reconhece como medicamentos.

Por isso, de acordo com artigo publicado no portal Bariatric News, quatro grupos americanos de pesquisa sobre obesidade estão recomendando que o Departamento de Administração de Alimentos e Drogas americano (PDA, na sigla em inglês) passe a fiscalizar os produtos para classificá-los de acordo com seus efeitos.

Se um suplemento realmente pode ser usado com fins medicinais para a perda de peso, então o PDA deve regulamentá-lo como remédio.

A regulamentação desses produtos visa proteger os americanos contra propagandas enganosas, uma vez que nos rótulos de muitos suplementos há propagandas que garantem a redução de peso.

Nos EUA, 30% dos adultos consomem suplementos dietéticos para perda de peso, contribuindo com os quase US$ 2 bilhões por ano gastos no consumo desses produtos.

A regulamentação se faz necessária também porque, em 2013, a Associação Médica Americana se juntou às organizações mundiais que estabelecem a obesidade como doença. Sendo assim, deve ser tratada com medicamentos.